MANUAIS DO SEXO...
Então, este fim-de-semana fui a Hamamatsu para encontrar meus amigões de lá. Na segunda á tarde, aproveitamos para dar um rolê nos pontos turísticos da cidade e terminamos numa loja interessantíssima, daquelas onde você pode comprar desde livros até fantasias, passando por pôsteres, CDs, DVDs, mangás etc. É um verdadeiro shopping do entretenimento... E no meio da quinquilharia toda, numa loja freqüentada majoritariamente por adolescentes, eu vejo uma série de manuais do sexo à disposição do cliente. Este tipo de literatura deve ser tão antigo quanto a própria arte de escrever. Algumas destas obras ultrapassou as barreiras do tempo e são nossas conhecidas. O Kama-sutra é um exemplo que seguramente podemos chamar de bíblia do ato sexual. No Brasil, temos algumas publicações do gênero mas, nem de longe, elas chegam ao nível de detalhamento dos produtos japoneses. Livros como estes cujas capas que você está vendo, prestam o serviço de ensinar as técnicas do amor aos iniciantes.


Meu amigo que vive aqui há mais de 10 anos me explicou a importância dessas obras. Segundo ele, conversar sobre sexo é algo íntimo demais no Japão, mesmo entre amigos. Então, as pessoas vão buscar informação na literatura.
Apesar da fama de recatados, os japoneses movimentam o que já é considerado um dos maiores mercados do sexo do mundo. São serviços que incluem locais para encontros, objetos e apetrechos sexuais, produtos especiais e muita, mas muita coisa impressa. Pesquisa recente afirma que a qualidade dos encontros sexuais entre os japoneses vem melhorando também. Segundo os dados, a emancipação da mulher está levando a uma busca maior pela qualidade do ato sexual e elas próprias estão procurando mais seus parceiros.
Não encontrei pesquisa do gênero sobre os homossexuais, mas eles não estão escondidos, pelo menos nas prateleiras da loja que visitamos. Na verdade, boa parte dos livros é sobre o amor gay. Há alguns manuais que ensinam como homens podem ter sexo com outros homens. Ilustrados, diga-se de passagem, conforme pode ser visto abaixo.

Mas, minha maior surpresa foi quando visitamos uma loja de mangás. Lá, finalmente, encontrei os famosos mangás yaoi, que mostram relações homossexuais masculinas. De um modo geral, não são considerados pornografia, mesmo que alguns mostrem relações sexuais de forma explícita. Na loja que eu visitei, estes mangás ficam na primeira sessão da loja e com muito destaque.

Os yaoi são também conhecidos no Japão como boys-love manga e no exterior como shonen-ai (amor de meninos). Os personagens são sempre meninos bem jovens e as histórias contém ação e espirituosidade. Os maiores leitores são, pasmem, as mulheres! Gays e homens heteros também lêem, mas em menor quantidade.

Aliás, enquanto no Brasil é notícia que na Inglaterra contos infantis gays estarão sendo introduzidos nas escolas, aqui relações homossexuais são presentes nos animês e mangás voltados para o público infantil. Um outro amigo contou-me que um dos animês mais populares foi adaptado para o Brasil porque um dos personagens principais tinha um amante do mesmo gênero.

Infelizmente, tudo isso não tem o efeito desejado quando o assunto é discriminação por orientação sexual no Japão. Num país onde a taxa de fertilidade é baixíssima, ser homossexual é visto como algo perigoso. Como se fosse preciso fazer sexo para que houvesse reprodução! Aliás, visto o que se passa na Europa e na América, o que vemos são casais homossexuais querendo formar família e usando de todos os meios possíveis para tanto.


Meu amigo que vive aqui há mais de 10 anos me explicou a importância dessas obras. Segundo ele, conversar sobre sexo é algo íntimo demais no Japão, mesmo entre amigos. Então, as pessoas vão buscar informação na literatura.
Apesar da fama de recatados, os japoneses movimentam o que já é considerado um dos maiores mercados do sexo do mundo. São serviços que incluem locais para encontros, objetos e apetrechos sexuais, produtos especiais e muita, mas muita coisa impressa. Pesquisa recente afirma que a qualidade dos encontros sexuais entre os japoneses vem melhorando também. Segundo os dados, a emancipação da mulher está levando a uma busca maior pela qualidade do ato sexual e elas próprias estão procurando mais seus parceiros.
Não encontrei pesquisa do gênero sobre os homossexuais, mas eles não estão escondidos, pelo menos nas prateleiras da loja que visitamos. Na verdade, boa parte dos livros é sobre o amor gay. Há alguns manuais que ensinam como homens podem ter sexo com outros homens. Ilustrados, diga-se de passagem, conforme pode ser visto abaixo.

Mas, minha maior surpresa foi quando visitamos uma loja de mangás. Lá, finalmente, encontrei os famosos mangás yaoi, que mostram relações homossexuais masculinas. De um modo geral, não são considerados pornografia, mesmo que alguns mostrem relações sexuais de forma explícita. Na loja que eu visitei, estes mangás ficam na primeira sessão da loja e com muito destaque.

Os yaoi são também conhecidos no Japão como boys-love manga e no exterior como shonen-ai (amor de meninos). Os personagens são sempre meninos bem jovens e as histórias contém ação e espirituosidade. Os maiores leitores são, pasmem, as mulheres! Gays e homens heteros também lêem, mas em menor quantidade.

Aliás, enquanto no Brasil é notícia que na Inglaterra contos infantis gays estarão sendo introduzidos nas escolas, aqui relações homossexuais são presentes nos animês e mangás voltados para o público infantil. Um outro amigo contou-me que um dos animês mais populares foi adaptado para o Brasil porque um dos personagens principais tinha um amante do mesmo gênero.

Infelizmente, tudo isso não tem o efeito desejado quando o assunto é discriminação por orientação sexual no Japão. Num país onde a taxa de fertilidade é baixíssima, ser homossexual é visto como algo perigoso. Como se fosse preciso fazer sexo para que houvesse reprodução! Aliás, visto o que se passa na Europa e na América, o que vemos são casais homossexuais querendo formar família e usando de todos os meios possíveis para tanto.


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